A FUGA PARA O EGITO / 2.13-18 / 13

Mesmo antes que o pequenino bebê começasse a falar, os poderes mundanos, liderados pelo próprio Satanás, estavam se movimentando contra Ele. O cruel rei Herodes, que havia matado três dos seus próprios filhos a fim de garantir o poder, estava receoso de perdê-lo, portanto elaborou um plano para matar a criança que havia nascido como “rei dos judeus”. Dominado pela loucura, Herodes mandou matar crianças inocentes, esperando matar também essa criança especial. Herodes manchou suas mãos com sangue, mas não feriu Jesus. Ninguém pode impedir os planos de Deus.

2.13-15 O anjo do Senhor apareceu a José em sonhos. Essa era a segunda visão em sonho que José recebia de Deus (veja 1.20,21).
O anjo do Senhor preveniu José de que Herodes havia de procurar o menino para matar. Ele disse exatamente o que José devia fazer: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito. José obedeceu naquela mesma noite, levando Jesus e Maria através da viagem de cento e vinte quilômetros até o Egito, escapando de Belém sob a escuridão.
O anjo instruiu José: Demora-te lá até que eu te diga (veja 2.20). Viajar para o Egito era muito comum, pois essa nação havia sido o lugar de refúgio para os israelitas em épocas de rebelião política (1 Rs 11.40; 2 Rs 25.26).
Havia colônias de judeus em várias cidades egípcias importantes, entretanto o Egito era uma província de Roma que estava fora da jurisdição de Herodes. E esteve lá até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. José seguiu as instruções do anjo e permaneceu no Egito até a morte de Herodes (veja 2.19,20).
Dessa forma, Jesus foi salvo. Entretanto, o mais importante é que esse acontecimento cumpriu a profecia de Oséias (11.1).

2.16 Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito. Quando esse  rei se irava, sua ira não tinha limites. A história documenta os terríveis atos de crueldade desse homem. Nesse ponto, tudo que Herodes sabia era que um futuro rei, ainda criança, habitava em Belém. Depois das explicações dos magos, que diziam ter visto uma estrela há aproximadamente dois anos (2.7), Herodes deduziu que essa criança não podia ter mais que dois anos de idade. Portanto, enviou seus soldados e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo.

2.17,18 Mateus entendeu que o doloroso sofrimento das mães de Belém cumpria o que foi dito pelo profeta Jeremias (Jr 31.15). Raquel era uma das esposas de Jacó, um dos grandes homens de Deus do Antigo Testamento. Dos doze filhos de Jacó, vieram as doze tribos de Israel. Raquel era a mãe
simbólica da nação. Ela havia sido enterrada perto de Belém (Gn 35.19). A passagem de Jeremias descreve Raquel, a “mãe”, chorando os seus filhos e não querendo ser consolada porque foram levados em cativeiro. Ramá era o ponto inicial da deportação (40.1). As mães de Belém também choravam e se lamentavam pelos filhinhos mortos pelos soldados. Mateus comparou o sofrimento das mães, na época do Exílio, ao sofrimento das mães das crianças assassinadas.


Extraído do livro comentário bíblico novo testamento aplicação pessoal, aprovado pelo conselho regional de doutrinas da Assembleia de Deus.

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