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Mostrando postagens de Abril, 2017

Cremos na Verdade

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A Igreja deve demonstrar para seus adolescentes que a doutrina cristã não é algo que teve validade apenas para a sociedade do século I, mas que é válida para todos os homens de todos as gerações  .

A Era pós-moderna é caracterizada por um crescente relativismo. Para muitos a verdade é apenas um conceito que varia de acordo com paradigmas pessoalmente estabelecidos, estando assim sujeita a vários fatores como cultura, religião, opção sexual, pen- sarnento político, dentre outros. Não existe assim uma verdade universal que tenha validade para todos os povos em todos os tempos. Os valores morais e éticos do passado, muitas vezes são considerados ultrapassados para uma sociedade em constante mudança.
     A adolescência é um período de afirmação, no qual o ser humano busca um espaço na sociedade a sua volta. É uma fase de transição, que ocorre de forma \cada vez mais precoce, onde a infância é deixada para trás e o mundo adulto é apresentado, novos direitos são desfrutados, mas novos dever…

"ARTIGO JOVENS" A Igreja de Jesus Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno

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Neste trimestre de 2017, estaremos tratando, na revista de Jovens de Escola Dominical da CPAD, sobre "A Igreja de Jesus Cristo: sua origem, doutrina, ordenanças, missão e destino eterno". O tema é bastante pertinente, uma vez que estamos vivendo em nossos dias o fenômeno dos "evangélicos desigrejados".
     Segundo os dados do IBGE de 2010, esse grupo já é o segundo maior do país. Muita gente diz crer em Deus, em Jesus Cristo, mas não quer mais saber da igreja como instituição. Os motivos são os mais variados, porém a igreja não é uma instituição qualquer. Ela não é uma invenção humana, não tendo sido fundada por nenhum pastor, embora homens escolhidos por Deus venham dirigi-la. Deus é o seu único dono e Senhor.
     Nesse prisma, falaremos, nos primeiros 13 domingos deste ano, sobre a origem e desenvolvimento da Igreja, o real propósito da Igreja, a organização da Igreja, o Ministério da Igreja, as Ordenanças da Igreja, o sustento da Igreja, a Igreja na Reforma…

(Subsídio Teológico Lição 5/ 2º Trim 2017) JACÓ: UM EXEMPLO DE UM CARÁTER RESTAURADO

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A família de Abraão destaca-se na Bíblia desde que o patriarca foi chamado por Deus para uma grande missão. Ele vivia em Ur, na Caldeia, juntamente com seu pai, Tera. Dali, saiu de Ur, na Caldeia, e foi para Harã, já na terra de Canaã com sua família (Gn 11.31). Em Harã, Abrão ouviu o chamado de Deus para sua vida para que deixasse sua parentela e fosse para uma terra que ele não conhecia (Gn 12.1-3). Aos 75 anos, Abrão saiu com Sarai, sua esposa, e também com Ló, seu sobrinho, atendendo ao chamado de Deus, e foi estabelecer-se em Canaã. Como vimos no capítulo anterior, Abraão, quando tinha 100 anos de idade, foi pai de Isaque, e Sara, a esposa de Abraão, tinha 90 anos. Isaque seguiu os passos do pai e habitou em Gerar, na terra dos filisteus. Seus filhos nasceram gêmeos. Esaú, o primogênito, tinha índole e caráter completamente diferentes de Jacó, o mais novo. Não se sabe quase nada sobre a infância do primogênito de Isaque. Esaú tinha uma inclinação para o campo, para a vida…

Jacó, um Exemplo de Caráter Restaurado

O desvio de caráter é algo sério. Significa violar valores fundamentais que, uma vez não respeitados, põem em xeque o bem estar do outro. Essa afirmativa pode ser exemplificada a partir de dois exemplos. Primeiramente, digamos que você entrega um valor monetário para uma pessoa, em tese de sua confiança, para depositá-lo numa conta mencionada por você. A pessoa diz que o depositou conforme solicitado. Mas passam os dias e o beneficiário informa que não o recebeu. Ora, por certo houve um problema eletrônico ou algo do tipo − pode-se pensar. Entretanto, a pessoa que você pediu para depositar o valor sabe que não houve problema algum, pois simplesmente ela o tomou para si. Segundo, imagine um partido político uma vez no poder, que outrora pregava contra a corrupção, deliberadamente não obedece as leis fiscais, não se faz transparente, maquia a contabilidade no ano de eleições a fim de os adversários políticos e a sociedade não terem acesso às informações verdadeiras. Tudo em nome de uma ca…

JOVENS (Subsídio Teológico Cap 5/ 2º Trim 2017) As Exigências Básicas da Justiça Sob a Ótica de Jesus

Seguindo o raciocínio de Joachim Jeremias, a justiça a ser contrastada agora com a do Reino é a dos fariseus. Enquanto os escribas, tal como apresentado nos Evangelhos, “são mais bem compreendidos como burocratas e também peritos da vida judaica”,1 os fariseus, ou perushim, isto é, do “hebraico parash, separar, interpretar”, expressão que “literalmente significa ‘separados ou separadores’ e pode ser entendida, como ‘intérpretes ou comentadores’, isto é, aqueles que distinguem, separam e expõem a lei”,2 eram judeus piedosos e, pela sua popularidade, considerados “mentores religiosos da ‘ralé’”.3 De acordo com Evaristo Miranda e José Schorr Malca, a “piedade farisaica, como norma para a vida cotidiana, não tinha necessidade de outro centro, de outro lugar, de outro templo que não fosse o próprio homem”.4 Como ambos têm uma posição “pró-fariseus”, eles denominam a prática religiosa desse grupo judaico como “farisianismo”. O que interessa, no momento, a este estudo é o fato de que o refer…

Coluna defesa da fé - Como identificar falsos profetas

As Escrituras ensinam que Deus pode provar Seu povo, permitindo a manifestação do sobrenatural de fontes estranhas. É, até possível, às vezes, o cumprimento das palavras ou profecias deles, mas sob a permissão de Deus (Dt 13.2). Jesus advertiu, no sermão profético, que o anticristo virá fazendo sinais, prodígios e maravilhas. No livro de Apocalipse, lemos que a besta será adorada e admirada por todos os moradores da terra por causa dos seus sinais sobrenaturais. Não é, portanto, somente o cumprimento de uma palavra ou uma operação de maravilhas que vai autenticar um profeta.             Nem sempre é possível identificar o produto falso do verdadeiro apenas pela embalagem, mas pelo seu conteúdo. Assim, ensinou Jesus, eles serão identificados pelos frutos, ou seja, pelo conteúdo, e não pela aparência. É, pois, necessário compreender o que ele estava dizendo com a expressão: "Por seus frutos os conhecereis". Será que Jesus falava de uma vida piedosa? Há muitos piedo…

JOVENS (Subsídio Teológico Cap 4/ 2º Trim 2017) Jesus e sua Interpretação da Lei (Mt 5.21-48)

Esta grande porção escriturística, conhecida como “antíteses” de Jesus, cujo número é seis (w. 22,28,32,34,39 e 44),1 constitui, juntamente com sua conclusão, “a ilustração direta do quadro hermenêutico apresentado em 5,17-20”,2 isto da justiça do Reino, explicitada no capítulo anterior. Alinho-me a Cuvillier, na ideia de que não se trata simplesmente de “máximas morais ou, em outros termos, de um ‘mandamento’ (5,18-19), mas é a ‘justiça superior’”3 contraposta à justiça dos fariseus, conforme o entendimento de Joachim Jeremias, anteriormente colocado na introdução. Para o mesmo autor, a “lógica que prevalece nessa passagem é a do excesso” e, continua ele, “se se trata de excesso, do incalculável, o outro não é simplesmente uma pessoa, objeto de um respeito quantificável em vista de um mandamento, mas se torna ‘sujeito’ que encontramos como próximo para além da regra”. Neste caso, Cuvillier explica que a “utilização da hipérbole indica que [tal] palavra [...] não visa à descrição prec…